O que seria do futebol, se não fossem os goleiros? Idolatrados a cada defesa e execrados a cada falha, os donos da camisa 1, são considerados os anti-heróis do futebol por entrarem em campo para impedir que o torcedor veja o que mais gosta de ver nos gramados, os gols.De uns anos para cá, esta imagem vem sendo mudada no cenário do futebol mundial, isso graças a atletas como os goleiros Higuita, da Colômbia, na Copa de 90 e Chilavert, do Paraguai, nas Copas de 1998 e 2002, que jogavam não só como um “guarda metas”, mas também como zagueiros, líberos e até faziam seus gols.
Que diga o capitão são-paulino Rogério Ceni, atualmente com 78 gols na carreira, sendo 46 em cobranças de falta e 32 de pênalti, o capitão tricolor desafia a lógica e vira referência no futebol.
Mas carreira de um “arqueiro” não é feita somente de alegrias, pois estes atletas são constantemente desafiados pelos atacantes adversários, e xingados pelos torcedores rivais, sendo chamados de ‘frangueiros’, ‘braço curto’, ‘mão de pau’ entre outras atribuições depreciativas.
Qual goleiro ainda não foi “xingado”? Ou ainda não levou um “frango”? Se compararmos sua tarefa em uma partida, seria mais ou menos, a um gol perdido pelo seu centroavante “cara a cara” com o goleiro adversário, não acha?
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