quinta-feira, 20 de março de 2008

A popularização dos blogs

Até pouco tempo atrás, quando um usuário decidia expor suas idéias em algum meio diferente das tradicionais publicações, o mesmo esbarrava em limitações técnicas, como por exemplo, a dificuldade para construir um site pessoal ou criar um grupo de discussão.

Porém com o passar dos anos, este problema foi solucionado, isso graças a simples criação de páginas virtuais, denominadas de blogs, onde os internautas ganharam uma ótima alternativa de expressarem suas opiniões e publicarem seus textos na Web.

Nestas páginas virtuais, seus autores podem através de uma linguagem simples e direta atrair um público mais identificado a temas do nosso cotidiano, fazendo com que a sua popularização entre os blogueiros cresça ainda mais.

Atualmente existem cerca de 70 milhões de blogs na rede, e cerca de 120 mil são criados diariamente. Esse aumento significativo fez com que a grande mídia desse maior importância a esse fenômeno, que entre 1995 e 1999, publicaram apenas onze artigos jornalísticos sobre blogs. Em 2003, esse número chegou a 647 publicações.

Isso mostra os blogs abandonaram definitivamente o papel de mídia secundária e atualmente ocupam um espaço importantíssimo na comunicação online.

E olhando para este grande “filão”, é que grandes empresas estão investindo nesta nova tendência, e agências como a Voice e a Máquina da Notícia já investem nesta ferramenta.

Elas criaram um espaço dentro de seus respectivos sites, para os chamados “blogs corporativos”, onde seus respectivos colaboradores divulgam seus resultados e suas ações, fortalecendo e aproximando ainda mais sua relação com o seu cliente.

domingo, 9 de março de 2008

Existe mercado de trabalho no jornalismo?

Pois é, esta é uma pergunta que eu me faço, desde que entrei nesta área. Atualmente, as escolas e faculdades de jornalismo inserem no mercado anualmente cerca de 18 mil novos profissionais, muito né?

Destes existem cerca de 11,2 mil jornalistas atuando no mercado, sendo eles sem um vínculo empregatício formal, mas sim, no exercício efetivo da profissão, sendo que 3.200 estão no Estado de São Paulo. E onde está o resto?

A grande maioria já abandonou a profissão de fato, e passaram a atuar em assessorias de imprensa, agências de comunicação e/ou departamentos de marketing das empresas. Aliás, este é o segmento do mercado que mais oferece novas oportunidades de trabalho.

Falar do mercado de trabalho na área de jornalismo é espinhoso, machuca, porque o profissional na maioria das vezes não tem perspectiva, mas mesmo assim não larga essa “danada” profissão.

Esse é literalmente um mundinho extremamente concentrado, onde os grandes grupos estão cada vez maiores, porém para nosso alívio, há uma legião de pequenas e médias empresas que também absorvem boa parte dos formandos, porém as mesmas também contribuem com a desigualdade salarial do mercado, pagando muito mal seus profissionais, entre eles, nós jornalistas.

Atualmente quem oferece bons salários no ramo de comunicação, não registra seus funcionários, fazendo com que muitos trabalhem como PJ (Pessoa Jurídica) livrando assim o empregador dos encargos trabalhistas.

Isso sem citar, as constantes trocas de profissionais, onde os mais antigos são dispensados para a contração dos chamados “focas” que são além de mais baratos para o contratante, significam um “sangue” novo na empresa. E você acredita que isso mudará algum dia?

Se hoje não há respostas claras sobre o “nosso” mercado, imaginem amanhã - quando nós jornalistas -, talvez, nem sejamos conhecidos mais como jornalistas?