quarta-feira, 28 de maio de 2008

O trabalho pode trazer felicidade?

O trabalho tem uma função social de grande importância em nossas vidas, pois possibilita a nossa participação no mundo. Por sua vez, nós procuramos nossa realização através da conclusão de grandes atividades, ou trabalhos que nos eternizem, como a publicação de um livro, uma pintura, ou até mesmo um blog. Visto por este prisma, o trabalho parece algo prazeroso e agradável.

No entanto “a realidade” nos mostra pessoas estressadas, cansadas e com doenças ocupacionais sérias. Então, percebemos a necessidade da distinção entre trabalho e emprego.

O trabalho nada mais é que uma escolha por uma profissão que permite a expressão de realizarmos nosso desejo de agir no mundo, com entusiasmo e criatividade. Já o emprego é uma atividade que garante a nossa sobrevivência.

Necessidades financeiras de curto prazo nos impõem empregos que garantem a nossa sobrevivência. Ter um emprego – mesmo que desagradável - por um período, para arcar com uma formação ou para desenvolver um trabalho, é apreciável. A questão é que muitos profissionais acabam se acomodando em empregos e extinguindo os seus desejos de realização profissional.

Outros ainda sucumbem à tentação de trocar um trabalho prazeroso por um salário melhor, ou seja, aceitam trocar o prazer da realização pessoal e profissional por um emprego que remunere melhor. A escolha é pessoal, não existe certo e errado.

Sigmund Freud, o “pai da psicologia”, certa vez, concluiu que a nossa vida é permeada pelo princípio do prazer – tendência inata de evitar a dor e buscar o prazer – e o princípio da realidade – função aprendida, que modifica o princípio do prazer e exige um adiamento da gratificação imediata.

Relacionando estes princípios ao tema abordado, percebemos que podemos escolher entre o trabalho que pauta nossa vida pelo princípio do prazer ou o emprego que permeia nossa vida pelo princípio de realidade (adiamento da gratificação).

Partindo deste conhecimento, cabe a cada um fazer a sua opção profissional. Penso que a melhor escolha seja por um trabalho, por mais que a trajetória para alcançá-lo seja difícil. Afinal, não existe coisa pior do que fazer algo que detestamos por um longo período de nossas vidas.

domingo, 25 de maio de 2008

Não vi Pelé... mas vi Guga!

Quadra central de Roland Garros lotada. Jogando em casa, o tenista francês Paul-Henri Mathieu. Mas a torcida não estava nem aí para o compatriota. Estavam todos na torcida do carismático brasileiro Gustavo Kuerten (foto), esperando pelo grande momento em que Guga... perdesse!

Ninguém esperava que o brasileiro ganhasse a partida. Era óbvio que assistiam ali a uma partida de despedida. E foi uma despedida de gala. Guga jogou com a alma e o coração, como fez durante toda sua carreira. Esteve bem humorado e mostrou muito fair-play. Conseguiu aplicar lindas paralelas de esquerda, seu golpe favorito, sua marca registrada. Jogou com raça, venceu pontos na vontade. Mas as dores no quadril são implacáveis. E a dor foi o único adversário que Guga não conseguiu vencer.

Usando um uniforme idêntico ao da primeira de suas três conquistas de Roland Garros, em 1997, Guga perdeu para Mathieu, atual 19º no ranking da ATP, por 3 a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 6/2. Mathieu comemorou timidamente sua vitória e deixou a quadra. Foi então que Guga caiu aos prantos. A torcida francesa gritava seu nome, e os brasileiros presentes entoaram: “Guga, você é o melhor!”.

Tentando segurar o choro, o tenista brasileiro arriscou falar em francês aos microfones e agradeceu o carinho com que o público francês sempre o tratou. Foi então que recebeu, em forma de troféu, um pedaço do piso da quadra de Roland Garros. O chão o consagrara agora será eternamente seu.

Guga foi o melhor. Assim como Pelé é o rei do futebol e Ayrton Senna o mito do automobilismo, Gustavo Kuerten é a unanimidade nacional para o tênis. Um vencedor dentro e fora das quadras. Guga é um ídolo nacional de um esporte pouco divulgado no país, que não recebe incentivos e que a Globo jamais transmitiu ao vivo. O Brasil ama o Guga. O mundo ama o Guga. Que sua carreira sirva de exemplo para futuros ídolos.

Obrigado, Guga!

Texto escrito por Ricardo Sanchez (http://sweatandsound.blogspot.com/)

domingo, 4 de maio de 2008

Jornalismo, assessoria de imprensa e suas adaptações ao mercado de trabalho de hoje

Desde a década de 70, quando o mercado de assessoria de imprensa tomou corpo, profissionais de comunicação discutem o posicionamento do jornalista que ao invés de ir para as redações segue rumo as assessorias de imprensa.

Em uma discussão que parece não ter fim fica cada vez mais evidente que é as AI estão crescendo, pois o mercado para esse tipo de trabalho se estende desde de empresas multinacionais, instituições, políticos a associações de bairro, escolas e entidades.

A grande questão hoje é o crescente número de posições que o AI toma dentro de seu local de trabalho. Assim como defendem grandes nomes como Torquato, Jorge Duarte e Wilson Bueno, o assessor hoje é um estrategista onde atua. Sua facilidade para gerenciar sistemas de comunicação tem lhe dado habilidade e autonomia para discursar sobre assuntos diversos ligados as principais decisões da gerencia da empresa.

As academias assim como os profissionais da área começaram a se adaptar ao surgimento das assessorias de imprensa na década de 80 agora também terão que adaptar suas grades as novas ramificações as quais os profissionais vindos da graduação de jornalismo estão atuando.

Há de se repensar o jornalista que hoje, além de assessor de imprensa é também gestor da informação e estrategista. Devemos abrir nossos olhos para as mudanças do mercado e nos preparar para o crescimento da profissão do jornalismo, seja nas redações, seja nas assessorias.