sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O lucro que vem dos gramados

Após o advento da Lei Pelé, uma onda nova e polêmica de investimento no futebol brasileiro por empresários e grupos de investidores têm invadido o mercado do futebol no Brasil. E a Traffic, criada pelo ex-radialista J. Hawilla, é um dos exemplos mais importantes desta nova era.

A empresa iniciou seu trabalho na área esportiva vendendo espaços publicitários nos estádios, porém, logo migrou para o marketing esportivo e a administração de competições, percebendo o grande “filão” financeiro. Recentemente, a Traffic mudou seu foco, e começou a investir pesado na aquisição de atletas.

E numa espécie de sociedade, a empresa empresta os jogadores às equipes, que pagam os seus salários e também dão à oportunidade para que eles mostrem seus talentos. Se eles forem contratados por uma grande equipe européia, a Traffic e seus parceiros ficam com a maior fatia da taxa de transferência.

O jogador, como de costume, ganha um prêmio pela assinatura do contrato e normalmente um salário exorbitante. Atualmente, a empresa conta com alguns craques no seu elenco, como Henrique (Bayer Leverkusen), Diego Cavalieri (Liverpool) e Renato Augusto (Bayer Leverkusen).

Seguindo esta trilha, o Grupo Sonda Supermercados, dos empresários Delcir e Ildi Sonda, tem entre seus destaques o zagueiro Breno (Bayern de Munique), o atacante Rafael Sobis (Betis) e o meia D'Alessandro (Zaragoza), entre cerca de 60 atletas.

No caso de Henrique, por exemplo, a Traffic pagou R$ 6 milhões ao Coritiba para adquirir os direitos federativos do atleta. Após inscrevê-lo no Desportivo Brasil, clube de propriedade da empresa, o zagueiro foi emprestado ao Palmeiras. No início deste mês, o Barcelona pagou cerca de R$ 25 milhões pelo atleta e, desse total, a parceira palmeirense ficou com R$ 21 milhões. Que lucro, hein?