quarta-feira, 24 de junho de 2009

E o Diploma de Jornalista caiu...

Não adiantou gritar, espernear, criticar nem usar o Twitter ou o site da FENAJ para mostrar descontentamento. O diploma de jornalismo não é mais obrigatório para quem quiser exercer a profissão de jornalista no Brasil

Depois de 40 anos de exigência do diploma, agora qualquer pessoa, em tese, pode ser jornalista. As empresas de comunicação é que vão decidir se exigem ou não profissionais formados, já que o curso de jornalismo vai continuar a existir nas universidades.

Argumentos para a queda do diploma não faltaram. Dos mais coerentes aos mais absurdos, como aquele usado pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, para justificar seu voto contra o diploma: ele comparou a profissão de jornalista à de cozinheiro.

Muitos jornalistas tentaram defender com unhas e dentes a obrigatoriedade do diploma, vista por muita gente como uma espécie de “reserva de mercado”. Para esta defesa usaram também os mais diferentes argumentos. Alguns risíveis, é verdade, como as tentativas de comparar a profissão de jornalista à profissões técnicas como as de médico ou de dentista, por exemplo.

Chega a ser infantil um jornalista dizer que agora vai abrir um consultório médico e operar pacientes. Não é possível comparar estas profissões porque elas apresentam estruturas e históricos diferentes. Simples assím.

Não sou a favor da queda do diploma. Mas é preciso, no mínimo, ter a decência de admitir que jornalismo não é ciência (humana, exata ou técnica), arte ou filosofia. É como bem disse o jornalista Mino Carta certa vez:

“Jornalismo não é ciência, na melhor das hipóteses pode ser arte. Depende do talento inato de quem o pratica e da qualidade de suas leituras.”

Ah, e agora vou alí na cozinha aprimorar meus conhecimentos na área e tentar por em prática esta bela receita de ovo frito. Quem sabe não a transformo na pièce de résistance do cardápio de meu futuro empreendimento profissional.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Amor e o Dia dos Namorados

A data mais romântica do ano é 12 de junho, o dia dos namorados. E é nessa época do ano que as pessoas se dão conta de que estão sozinhas. É na correria do dia-a-dia que o amor é sempre deixado por último.

Durante o ano, muitas vezes, as pessoas não percebem, mas em datas como 12 de junho, a solidão chega para lembrar às pessoas que é preciso deixar o amor entrar em suas vidas.

Trabalho, faculdade, amigos, são as primeiras desculpas de quem é questionado sobre um novo amor. O que leva uma pessoa a deixar a sua vida amorosa ao acaso?

Hoje apesar de todo o aparato tecnológico existente, nunca se viveu um período tão difícil na comunicação interpessoal. Um bom nível cultural, beleza física, um emprego estável e uma renda acima da média não são mais garantias para se conseguir um novo amor.

O amor é talvez um dos maiores anseios do ser humano. O fato de poder compartilhar momentos, emoções, enfim a vida com alguém é simplesmente fantástico. O sorriso da pessoa amada. O toque. Tudo é maravilhoso, mágico.

Na verdade, namorar é um conjunto de tantas pequenas grandes coisas que quando se está junto de alguém, qualquer um se esquece de si mesmo, de convenções e a vida fica mais leve. Quando se está enamorado é possível descobrir uma nova dimensão da vida e juntinhos, fazer vôos fantásticos... Isto é namorar, e namorar é preciso...

O namoro é uma forma de convivência, onde duas pessoas que se gostam, desejam passar todo tempo disponível juntas. Não existe idade certa para iniciar um namoro. Geralmente ele é antecedido pela paixão.As razões para o namoro acontecer podem ser desde a atração física, o companheirismo, a solidão, curiosidade, afinidades.

Seja você também um cartola

Se você é apaixonado por futebol não pode ficar de fora da edição 2009, do Cartola FC que é um jogo online do site do canal de esportes Sportv. Para jogar basta acessar a pagina inicial do game que é http://sportv.globo.com/Sportv/2009/cartolafc.

O primeiro passo é montar o escudo do seu time, escolher as letras e as cores. Depois é só escolher os jogadores e o técnico. Os atletas escolhidos são jogadores reais que estarão jogando no Brasileirão 2009. Em cada lance, nos jogos reais do campeonato, o jogador acumula pontos, ou seja, o internauta que escolheu ele, também.

No início, o internauta recebe 100 cartolas, dinheiro virtual, para realizar todas as compras do time. Durante o campeonato, cada participante poderá comprar ou vender jogadores de acordo com o seu dinheiro arrecadado durante a competição.

Eu já fiz meu time lá. E vc? A Liga aqui da empresa está dando o que falar....

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O fenômeno Susan Boyle

Susan Boyle não é atriz, não tem experiência com a indústria do entretenimento, não tem belas pernas e nem um rosto vendável, mas ainda assim foi responsável por uma noite de lágrimas e comoção no antigo continente, quando surpreendeu a todos os espectadores de uma versão britânica do “Ídolos”.

Bem, Susan parecia um sapo se transformando em princesa na frente de todos, na tela da TV, subjulgada e humilhada antes mesmo de poder mostrar sua capacidade lírica e potencial vocal, a senhora foi do fel ao mel em segundos e vimos a ignorância humana exposta em tentativas ridículas de explicação. Ou seja: você é feio? Gordo? Baixo? Não tem dentes? Então constatamos que você é incapaz. Uma burra constatação da mídia refém de um senso burro de mercado que não faz muito tempo que adotamos.

Pare e pense: você assiste as belas mulheres em toda parte na TV: na malhação, nas novelas, nos programas de auditório, no BBB, nos clipes musicais, nos telejornais, nos bons empregos. Logo constatamos que o talento é conseqüência da beleza. Não importa se ela é burra, desde que tenha um belo par de pernas e um rosto bonito.

Consequentemente as pessoas realmente talentosas, abaladas em sua auto-estima por nem sempre pertencerem à um padrão de beleza dominante, acabam diminuídas, encolhidas, marginalizadas e subvalorizadas, como aconteceu por tanto tempo com Susan Boyle.

As pessoas fazem um alarde com isso. Claro que Susan Boyle merece todo o reconhecimento (ainda que tardio) de seu talento, mas… quantas Susan Boyle não devem existir por aí? Subestimadas em subempregos enquanto poderiam estar fazendo a diferença no mundo.

Porque diabos insistimos em ter homens e mulheres acéfalos na mídia ditando modas inúteis e contribuindo zero para o amadurecimento, evolução e qualidade artística e humana de nosso país? Até quando teremos que engolir pessoas desprovidas de talento e dons em troca de bundas e bocas?

Pense, caro amigo… talvez, como Susan Boyle, você deva enfrentar os paradigmas para mostrar seu talento e feiúra, mas surpreender o mundo para, enfim, colher os seus louros ou… viver num anonimato burro vendo as pessoas chacoalharem suas bundas num ritmo de funk carioca calado.