sexta-feira, 10 de julho de 2009

Memorial do Corinthians

Contar uma história, é um modo de vivenciá-la novamente, mas escrever uma história, é a melhor forma de imortalizá-la. Aproveitei minhas férias do trabalho e fui ao Parque São Jorge, no Memorial do Corinthians, ver de perto conquistas e vitórias do meu time do coração.

A chegada ao Parque já brilha o olhar de qualquer corintiano, porque é muito bom estar num templo onde tudo é alvinegro, onde se respira Corinthians 24 horas por dia. Meu objetivo era visitar o Memorial para ver de perto taças, troféus, camisas, bolas e tudo mais que faz parte da história do Timão, mas no fim a visita foi muito além, pois acabei conhecendo toda a sede social do clube, inclusive pisando no gramado da Fazendinha.

Comprado o ingresso, a primeira parada do Memorial é o Vestiário, sala onde você tem a sensação que entrará em campo nos próximos minutos. Uma imagem de São Jorge e uma de Nossa Senhora Aparecida ajudam a decorar o ambiente, que tem armários, TVs, bolas, chuteiras, luvas e diversos materiais esportivos.

A porta abaixo da Santa te leva ao Estádio, sala que simula que você está em campo e a torcida vibrando, gritando, cantando e fazendo aquela festa que só os corintianos sabem fazer.

Na sala dos Vídeos momentos históricos passam nas telas, além de fotos que homenageiam jogadores como Tevez, Sócrates, Ronaldo e Tupãzinho, autor do gol que deu o 1º título brasileiro ao Timão, em 1990, em cima do São Paulo.

A próxima sala, Equipes, guarda um acervo incrível de fotos de todos os times do Corinthians, desde 1910, com destaque para o elenco de 2005 num telão ao fundo. Ao lado, na sala Jogadores, imagens em tamanho natural de 40 craques de todos os tempos, como Marcelinho Carioca, Neto, Vampeta, Sócrates, Casagrande, Basílio, Viola e os goleiros Ronaldo, Cabeção e Gilmar, além de muitos outros que marcaram época no Timão com seu futebol arte.

Nesta sala, existem quatro máquinas que contam detalhadamente a história de cada um dos 40 jogadores homenageados. Ao fundo, um painel lista todos os jogadores que atuaram pelo clube, divididos por décadas.

Para quem curte jogos, na sala Games, dá pra se divertir disputando partidas entre times históricos do Corinthians. Um detalhe legal é que essa sala é toda decorada com caricaturas de jogadores. O destaque vai para a Caricatura do Casão na sala dos Games

Na sala do Acervo, peças raras e históricas estão expostas, como a bola do jogo Corinthians 1 X 0 Ponte em 1977, as últimas luvas utilizadas pelo goleiro Ronaldo além de peças inusitadas como as penas de um pobre galo pintado de verde que foi solto por um palmeirense num clássico entre os rivais, além de um osso que foi jogado também por um palmeirense, durante almoço da delegação corinthiana em 1918, com os dizeres “O Corinthians é canja para o Palestra.” A resposta foi escrita no próprio osso, pelos corinthianos; “Este osso era para a canja, mas, não cozinhou, por ser duro demais.”

O próximo passo é o Mundo Corinthians, exposição que conta com mais de 600 fotos ligadas ao clube em diversas situações, como o show de Rita Lee, Ayrton Senna com a camisa do Corinthians por baixo do macacão da Fórmula 1, Washington Olivetto com o manto sagrado e quadros com imagens de todos os presidentes, além de uma linha do tempo, que detalha os momentos mais importantes do Timão, ano-a-ano.

A sala Vitórias guarda o maior tesouro do Clube. Troféus e taças de todas modalidades, mas o destaque fica com as conquistas do futebol, dentre elas, a Taça do Paulista de 1977, do Mundial de Clubes da FIFA de 2000 e a Taça do Brasileiro de 1990. O Memorial encerra em um pequeno auditório onde um vídeo de aproximadamente 20 minutos exibe as principais conquistas do futebol alvinegro.

Vejam as fotos do Memorial, acessando a minha página no Flickr. Link http://www.flickr.com/photos/dumicheletto/

Memorial do Corinthians
Endereço: Rua São Jorge, 777 – Tatuapé – São Paulo
Telefone: (11) 2095-3000
Preço: R$ 10,00 a R$ 15,00 (estudantes pagam meia)
Horários: De terça a sexta-feira, das 10h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

“Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores”

Neste último fim de semana, fui até o Teatro Coletivo Fábrica assistir o monólogo “Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores” com o ator Antônio Petrin, que comemora 40 anos de carreira, acompanhado da pianista Elaine Giacomelli.

A peça retrata o dilema de Jacek, um ator polonês de 60 anos que, às vésperas de reestrear Ricardo III, de Shakespeare, sofre do coração e é proibido pelos médicos de continuar sua carreira. Para Jacek, parar de atuar significa sua própria morte. Durante o espetáculo, o personagem faz uma retrospectiva e recorda momentos de sua vida: infância, juventude, família e amores. Vale a pena conferir.

Só os Doentes do Coração Deveriam Ser Atores
Local: Teatro Coletivo Fábrica São Paulo - Sala 1
Preço(s): R$ 30,00.
Data(s): 05 de junho a 26 de julho de 2009.
Horário(s): Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 20h.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O fim de uma era

Dizem que os mitos são eternos, mas o Michael Jackson morreu, como o mundo inteiro já sabe. A sua pretensa eternidade agora será colocada à prova. Ainda que a sua metamorfose (e decadência física) fosse visível a olhos nus, e o fim - de certa forma - esperado, ainda fomos pegos de surpresa, talvez porque não tenhamos imaginado a exata medida do que ele significou para toda uma geração.

Independentemente de gostar ou não do trabalho dele, e das considerações morais sobre as polêmicas e acusações criminais que envolveram sua vida, o fato é que ele marcou uma época, com o seu jeito único de cantar, dançar e interpretar.

Michael Jackson foi o símbolo da transição, seja do LP para o CD, da rádio para o vídeo clip, de um mundo em que as mudanças eram lentas e graduais, para a era da tecnologia que torna tudo imediato e instantâneo.

É plausível argumentar que ele tenha sido um elo importante na enorme engrenagem que tornou possível a abertura da caixa de Pandora do consumismo desenfreado, do sucesso passageiro e da multiplicação de celebridades que duram apenas os 15 minutos de fama.

Nesta perspectiva, talvez tenha cabido a Michael Jackson o papel de último representante de uma era em que as músicas (e os ídolos) não envelheciam da noite para o dia.

Talvez por isso a notícia da sua morte tenha tamanha repercussão, pois constatamos que nós envelhecemos e um pedacinho da história de cada um morreu junto com Michael.